Etapas finais do projeto - Continuidade e Sustentabilidade

O projeto Rede de Turismo Ambiental - Comunidades Tradicionais, chega enfim à sua reta final, com uma bagagem de acontecimentos incríveis, muitas histórias, rodas de conversa, oficinas mil e, principalmente, o sentimento de laços firmados, de parceria, de coletividade e de realização de um trabalho feito à muitas mãos, com a digital de cada participante na criação, no direcionamento e na concretização deste projeto, que, em verdade, deixa agora de ser projeto para devir em realização.

Nesta etapa final do cronograma, realizamos as ultimas oficinas com os membros dos comitês das comunidades tradicionais Quilombo da Fazenda e Aldeia Boa Vista, na confecção das Cartas de Diretrizes de cada comunidade (ver post do dia 15/06/16), alem de entrevistar as lideranças dos comitês em material a ser divulgado na radio da associação, bem como a aproximação dessas comunidades com o poder público.

Desenvolvido como um modelo de sustentabilidade, o projeto "Rede de Turismo Ambiental - Comunidades Tradicionais" foi tecido com a finalidade de iniciar uma nova prática no turismo feito nessas comunidades, com o intuito de fortalecer a coletividade das mesmas, seja para preparar, comunicar e gerir um sistema de turismo ou para mostrar a importância da união interna enquanto associações comunitárias, até chegar de fato nas práticas construtivas de descentralizar as decisões e ações nas atividades de turismo dessas comunidades, incluindo diversos segmentos internos como partes integradas no ciclo sustentável do turismo ambiental de base comunitária nesses locais.

A continuidade das ações desenvolvidas ao longo do projeto é diretamente proporcional a força da união interna e externa das comunidades, onde a sustentabilidade desse tipo de turismo não acontece apenas nas ações internas, mas também na representatividade e nas relações externas, tanto com as diversas comunidades caiçaras, quilombolas e indígena quanto com os órgãos públicos e espaços dedicados ao exercício democrático de participação pública, como os fóruns regionais e conselhos locais.

O desenvolvimento do projeto, feito com o intuito de construir coletivamente os mecanismos de gerenciamento e comunicação do turismo ambiental de base comunitária nas comunidades, só foi possível com o envolvimento dos protagonistas, sempre com muito respeito, amizade e transparência, transformando o sentimento de reciprocidade em aliança e parceria, vínculos da equipe da ACCG - Associação Cultural Comunitária Gaivota que conduziu o projeto de modo que a palavra final de cada detalhe permaneceu sempre com os queridos protagonistas do mesmo, como D. Laura, seu Zé Pedro, D. Carmem do Quilombo da Fazenda e Seu Altino, seu filho Marcos Tupã, Cléo Kerexu da Aldeia Boa Vista e todos os participantes de ambas comunidades, além de uma lista de pessoas que receberam e participaram do projeto com muito carinho, possibilitando a sua execução.